O jogo foi acusado de usar IA generativa em sua versão final.
2025 foi um ano bastante polêmico para a IA generativa e seu uso cada vez maior em videogames. Recentemente, o aclamado Clair Obscur: Expedition 33 foi desqualificado do Indie Game Awards por usar IA generativa durante o desenvolvimento, e a admissão da Larian de usar IA generativa “para explorar ideias” no estúdio causou grande repercussão nas redes sociais.
Em meio a tudo isso, parece que Blue Prince — que ganhou o prêmio de Jogo do Ano no Indie Game Awards e também o de Melhor Design no nosso prêmio de Jogo do Ano de 2025 da PC Gamer — acabou no meio da polêmica. Isso graças a um artigo do The Escapist, posteriormente editado, que sugeria que a IA generativa foi usada no jogo e ainda estava presente na versão final.
A declaração, agora retratada, levou a editora do jogo, Raw Fury, a defender a desenvolvedora Dogubomb, afirmando de forma clara e inequívoca: o jogo é 100% feito por humanos. “Para quem precisa de confirmação: não há inteligência artificial em Blue Prince”, dizia uma publicação no perfil da Raw Fury.
“O jogo foi construído e desenvolvido com puro instinto humano por Tonda Ros e sua equipe. É o resultado de oito anos de desenvolvimento, impulsionado pela imaginação e criatividade, e estamos extremamente orgulhosos do que Tonda conquistou.”
É um pouco irritante viver em um mundo onde precisamos de confirmação para esse tipo de coisa, mas imagino que a equipe da Dogubomb esteja satisfeita em ver sua editora se manifestando em seu nome. A Dogubomb não se pronunciou nas redes sociais, mas republicou a declaração da Raw Fury.
À medida que nos aproximamos de 2026, tenho certeza de que a IA generativa e seu uso em jogos se tornarão um tema ainda mais relevante — seu uso sendo um fator decisivo para alguns, enquanto outros começam a aceitar a maneira como ela está se infiltrando em áreas tradicionalmente humanas da indústria.

